sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A importância da alimentação na saúde dos animais
O provérbio popular já o diz: "Pela boca morre o peixe”. Mas poderia também dizer "o cão, o gato, o cavalo, a vaca, ...".
À semelhança do que acontece connosco, a alimentação é algo que ocorre diariamente na vida dos animais, que se pretende que atue como um fator de proteção da saúde, mas que infelizmente nem sempre assim acontece, podendo em alguns casos pelo contrário, predispor para um conjunto de doenças.
A alimentação deve permitir que o animal obtenha nutrientes em quantidade e qualidade, de forma adequada ao seu estado fisiológico, permitindo-lhe assegurar a sua sobrevivência, o seu estado de saúde e a sua qualidade de vida.

Como poderemos suspeitar de um problema relacionado com a alimentação? E o que poderemos fazer?
A obesidade e a magreza:

A alimentação equilibrada de um animal permite-lhe manter adequadamente a sua condição corporal, em que o seu peso não é superior, nem inferior ao adequado à sua espécie, raça, idade e condição fisiológica. As carências e os excessos alimentares influenciam vários aspetos fisiológicos nos animais, por exemplo, a magreza extrema de origem alimentar deprime o sistema imunitário, a obesidade provoca um estado pró-inflamatório e predispõe para patologias metabólicas particularmente preocupantes nos cães, gatos  e equinos.

A magreza e a obesidade quando descontroladas podem ter repercussões tão graves como a morte do animal.

É necessário confirmar que o peso do nosso animal está adequado para a sua espécie, raça, idade e estado fisiológico. Igualmente necessário é selecionar uma dieta adequada e cumprir as quantidades recomendadas. Nos obesos é particularmente importante favorecer o exercício regular e gradual, permitindo que o animal se adapte ao exercício!

Os transtornos digestivos:

O vómito e a diarreia são dois sinais que podem ocorrer isoladamente ou em simultâneo, sendo a alimentação uma das causas possíveis. São situações que necessitam de avaliação médica veterinária, sendo a alimentação prescrita de acordo com a patologia identificada.

A pele:

Uma alimentação equilibrada proporciona uma pele e pelos brilhantes e suaves. As unhas e os cascos apresentam-se uniformes, resistentes e elásticos. A pele, os pelos, as unhas ou os cascos secos, quebradiços e baços, poderão resultar de uma alimentação inadequada. Nestas situações, a escolha de uma dieta específica para pele sensível poderá corrigir estas alterações. A mudança de alimentação deve fazer-se de forma gradual, permitindo a adaptação do animal à nova dieta. 

O prurido (comichão) e a dermatite (inflamação da pele) são manifestações cuja origem poderá ser alimentar. Nestes casos, procure ajuda de um médico veterinário, pois será necessário uma investigação clínica. As alterações e as suplementações alimentares são geralmente um dos componentes da terapêutica.

As alterações do comportamento:

A ingestão de substâncias que não são alimentos é uma alteração do comportamento, que em determinadas fases da vida dos animais é considerada aceitável. A coprofagia (ingestão de fezes) em determinadas circunstâncias é considerada normal, no entanto, desequilíbrios na alimentação poderão estar na origem deste comportamento.


É importante avaliar o regime alimentar do seu animal, verificar que este é adequado em qualidade e quantidade para a sua idade, raça e situação fisiológica.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015


4 sintomas de um cérebro desnutrido

Quando nos alimentamos mal, o cérebro ressente-se. A curto prazo pode parecer que nada se altera, mas com o passar do tempo surgem sintomas que nos alertam sobre a necessidade de ter uma alimentação mais rica e variada.

A gordura (saiba mais) que reveste os neurónios é importante para a velocidade de pensamento, pelo que se passou muito tempo a escolher gorduras maioritariamente saturadas ou ómega 6 (inflamatórias), (saiba mais) o seu raciocínio pode estar a ressentir-se.

Lembre-se de incluir peixes gordos, azeite, abacate, oleaginosas e sementes na sua alimentação (saiba mais).

Os aminoácidos que são necessários para a formação de serotonina (a hormona da felicidade), podem não estar a ser ingeridos na quantidades certas. São 9 os aminoácidos que deve ingerir pela sua alimentação e caso estes não estejam em quantidades adequadas, sintomas de depressão, tristeza e desmotivação podem surgir por diminuição da serotonina e dopamina por exemplo.

Dietas prolongadas com pouco valor proteico (só à base de saladas e sopas por exemplo), podem conduzir a sintomas depressivos.
Coma carnes brancas, peixes, ovos ou opte pelas alternativas vegetais de combinação de cereais com leguminosas (saiba mais) ou pela soja.

Este sintoma pode ter uma causa de curto-prazo. Se não consome alimentos de absorção lenta, o seu cérebro vai estar sempre a pedir-lhe que coma e a fazê-lo sentir irritado.
Alimentos que permitam que se sinta sem fome algum tempo, fornecem de forma lenta açúcar ao cérebro, permitindo que esteja calmo e concentrado (pelo menos até à próxima refeição).

Misture fruta com oleaginosas; iogurte com fruta; coma cereais integrais; não use alimentos processados e com muito açúcar; prefira fruta a sumo de fruta.

Se esta situação já condiciona o seu dia-a-dia, deve consultar o seu médico. Se ainda são situações esporádicas, deve ter em atenção todos os pontos referidos anteriormente e repensar também a sua ingestão de vitaminas do complexo B e de vitamina D.

Proteja o seu cérebro do stress oxidativo (saiba mais), meça o seu valor de vitamina D e se puder de algumas vitaminas B como a B6, B12, ácido fólico; meça a sua homocisteína (saiba mais) e elimine da sua alimentação alimentos processados. Se necessário faça suplementação de vitaminas B e D. Faça treino de memória com pequenos jogos, como por exemplo escrever palavras num papel e tentar lembrar-se delas mais tarde.

O seu cérebro é um órgão fundamental na determinação da qualidade de vida ao longo do processo de envelhecimento. Vamos sempre a tempo de fazer mudanças que permitam nutri-lo da forma que merece!