O meu suplemento é igual ao seu?

Suplementos há muitos, mas não são todos iguais. Não se guie só pelo preço e pela descrição geral que aparece na embalagem.
Vá mais longe!
| Aditivos e excipientes |
Se é por exemplo intolerante à lactose deve estar atento aos excipientes para verificar se o suplemento tem lactose. O mesmo se passa com o glúten.
Muitos suplementos para ficarem mais agradáveis ao paladar ou à visão têm aditivos como corantes. Por exemplo, não é difícil encontrar suplementos de vitamina C com tartrazina, um corante que com certeza vai querer evitar.
Tal como nos alimentos, deve escolher suplementos o mais naturais que seja possível.
Para além dos ingredientes em si deve ter só mais 2 ou 3 ingredientes respeitantes à cápsula, que podem ser diversos, mas fica um exemplo: cápsula de hipromelose (proveniente da celulose), leucina, dióxido de sílicio.
| Biodisponibilidade |
Interessa ter noção da forma que vai ser absorvida com mais sucesso. De nada interessa um suplemento cuja maior parte vá ser excretada nas fezes ou que o nosso corpo não consiga converter na forma activa depois de absorvido. Por exemplo, no caso do zinco, os suplementos na forma de sulfato são os menos absorvidos e os na forma de picolinato ou quelato são os melhores absorvidos. No caso do ácido fólico para evitar que este seja mal ou pouco convertido na forma activa pode optar por L-metilfolato.
Sabendo qual é o mineral, vitamina ou composto que precisa, questione sobre a biodisponibilidade quando compra.
| Forma de administração |
Cápsulas, gotas, injecção intramuscular, a decisão deve ser ponderada. Por exemplo: se tiver alguma falta de factor intrínseco que é uma proteína que possuímos no estômago fundamental para a absorção da Vitamina B12, de nada adianta tomar suplementos orais, terá de utilizar os injectáveis.
| Dosagens e proporções adequadas |
Não devemos consumir um suplemento em excesso e por isso devemos ter noção das quantidades. Se no caso de um probiótico o excesso pode resultar em diarreia ou muita flatulência e é fácil de detectar, um excesso de alguma vitamina ou mineral pode ser grave. Sempre que o suplemento tenha a indicação de que é mito superior à dose diária recomendada confirme bem se deve iniciar essa suplementação. Há casos em que realmente se justifica.
No caso do ómega 3 é importante que o suplemento tenha uma dosagem de 2/3 de EPA para 1/3 de DHA já que algum do EPA se transforma em DHA. Mas nas crianças a proporção deve ser a inversa. Se o suplemento não discrimina o tipo de ómega 3, não o tome.
| Pureza e compostos tóxicos |
É importante que se certifique se a empresa que manufactura o suplemento respeita critérios de qualidade, se tem alguma certificação e se tem critérios de pureza. Mais uma vez no exemplo do ómega 3: estes são a maior parte das vezes oriundos da gordura do peixe, e é nesta gordura que se depositam diferentes compostos tóxicos, em especial o mercúrio e os PCB´s. Escolha marcas que garantam total isenção destes tóxicos.
| Doenças associadas e medicamentos |
Não deve tomar nada sem conversar com o seu médico ou informar-se melhor sobre o assunto.
Uma suplementação de ómega 3 tem de ser muito bem controlada por exemplo em pacientes que passaram por um AVC hemorrágico ou pessoas com dificuldades de coagulação.
Um suplemento de toranja pode interferir com uma série de medicamentos, por exemplo antidepressivos, medicamentos para baixar o colesterol e anticoagulantes, mas a lista é bem mais extensa. Não tome algo só porque alguém à sua volta também toma.
Sempre que possível opte por marcas com preocupações ambientais e biológicas. Mas lembre-se que suplementos não substituem alimentos.
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